quinta-feira, 18 de maio de 2017

Eu não sou ninguém!...

Que nos digam que somos grandes,
que fizemos algo de jeito, 
sentir a vaidade no peito.
Quando te dizem que sabes
fazer isto ou aquilo, melhor que alguém. 
Era isto que queria sentir 
mas não sinto, pois eu não sou ninguém.
Sou uma ignorante
sem criatividade nem bondade. 
Para muitos não sou ninguém,
talvez seja um extraterrestre 
com uma vida insignificante.
Jamais poderei ser mestre
de uma opinião marcante, 
pois eu não sou ninguém, 
sou só mais uma pessoa, 
que caminha sem dar a mão, 
neste mundo de interesses,
quem comanda não é o coração. 
Eu não sou ninguém, 
não sei fazer o bem, 
vivo só para estar neste mundo de maldade 
onde o que conta é a futilidade. 
Não há lugar para mim, 
nesta terra sem fim 
onde me sinto inútil, 
por não ser como os outros aspiram,
neste mundo de gente fútil.
E o amor, ah... esse de que todos falam sem sentir 
e clamam sem merecer.
Esse eu sinto, mesmo que só p'ra mim, 
neste mundo sem fim. 
Quando eu acordo de um sonho 
que ainda não realizei
mais uma vez acredito que eu não sou ninguém.
Mas há um dia de sol, 
quando o vento se cala,
e só a brisa nos embala, 
o dia em que tudo corre bem, 
e aí mesmo sendo ninguém 
eu sorrio com muita fadiga, 
da caminhada que já fiz 
para chegar até aqui 
é nesse dia que posso ser feliz. 
Oh, mundo sem sentido 
que me deste esta vida desmedida, 
que me guardaste este destino,
Sinto-me muito agradecida

A.C.

Deixa a vida sorrir

Deixa o dia amanhecer
e tudo vai acontecer,
mesmo que não acredites
e que não te sacrifiques,
pois de dia vem o sol
e a lua vai dormir.
Tu começas a sentir,
o leque de caminhos escritos
num mapa com muitos gritos,
da vida que não sossega,
quando o sol a ti se entrega.
Vem o calor dos raios,
que te trazem alegria,
quando a claridade nascer
e veres que já é dia.
Se tiveres de orar,
deixa essa lágrima cair.
Podes até chorar,
mas deixa a vida sorrir.

A.C.

terça-feira, 16 de maio de 2017

Foge da cidade cansada

Foge da cidade cansada

Céu azul de tranquilidade,
que enaltece a criatividade,
cai sobre um verde de liberdade,
da vida e sua beldade.
Num mundo de realidade,
de uma vida sem habilidade,
num corpo sem muita vaidade,
que quer fugir de uma cidade.
Fica na solidão dos dias,
no silencio da noite escura,
e sente o que querias,
dessa alma que te satura.
E foge da cidade cansada,
olhar triste e de pessoa mal amada,
para um lugar sem tortura,
para uma casa arrumada.
E dentro da tua cabeça, pensamentos que vão e vêm,
como uma cidade que corre,
com pessoas que nem alma têm.
E tu criança grande,
que choras sozinha e abandonada,
olha para o fim da estrada,
dessa cidade atarefada.

A.C.